“Metafísica da orientação”: novos alunos do PPGCOM participam de bate-papo sobre práticas e estratégias de orientar e ser orientado na formação acadêmica

5 Apr 2019

 

O Prof. Dr. Fábio Castro conduziu um bate-papo na tarde do primeiro dia da programação de boas-vindas aos alunos e calouros de 2019 do Programa de Pós-Graduação Comunicação, Cultura e Amazônia, dia 20, no auditório Paulo Mendes do Instituto de Letras e Comunicação (ILC). Na oportunidade, ele compartilhou com os novos alunos suas experiências como orientador e como orientando, discutindo a importância do diálogo enquanto processo de aprendizagem.

 

Partindo das referências do ciclo de debates do livro Mênon, de Platão, o professor apresentou a ideia de aprendizado como diálogo, explicando que, conforme a visão socrática, o aprender não está na memória, mas na vivência. Conforme o professor, é necessário que sejam rompidas as barreiras metafísicas da ideia do poder do professor sobre o aluno para que ocorra o diálogo e o processo de orientação possa ocorrer de maneira efetiva.

 

Conforme o professor Fábio, que já orientou mais de 150 pesquisas acadêmicas, no processo de orientação muitas vezes acredita-se que será orientada a pessoa e não o trabalho acadêmico, bem como que o orientando está em uma posição de passividade. Ambas as proposições, segundo ele, devem ser evitadas. “Na cultura acadêmica brasileira, nós compreendemos a orientação de uma maneira extremamente fechada, uma maneira quase totalitária enquanto controle do saber. Eu acho que é muito importante rompermos essa barreira para que o processo de orientação seja efetivo”, declarou.

 

O professor também contou algumas das experiências que teve como orientando desde quando concluiu a graduação em Comunicação na Universidade Federal do Para (UFPA), em 1990, até o seu pós-doutorado  em Etnometodologia pela Universidade de Montreal, em 2014, bem como o que observou como professor visitante no Departamento de Sociologia da Universidade de Cambridge e conferencista da London School of Economics entre 2017 e 2018. Sobre as experiências inglesas, ele destacou a importância do diálogo com tradições de pensamentos, a importância da produtividade e da possibilidade de construção de uma dinâmica de cuidado com as pessoas, para além da orientação estritamente científica.

 

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