Professoras e alunos do PPGCom/UFPA participarão de projeto agraciado com o Prêmio Direitos Humanos 2018

5 Dec 2018

 

O projeto de pesquisa e extensão "Deliberação em escolas públicas: criando capacidades deliberativas” será implementado em Belém a partir do ano que vem, com a participação de professoras e alunas do Programa de Pós-Graduação Comunicação, Cultura e Amazônia da Universidade Federal do Pará (PPGCom/UFPA). Financiado pelo CNPq e pela Capes, ganhador do Prêmio Direitos Humanos 2018, o projeto é coordenado pela Profa. Dra. Rousiley Celi Moreira Maia, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tendo também como pesquisadores responsáveis o Prof. Emérito Jürg Steiner (Equipe Associada I/University of Bern/Suíça - University of North Carolina/USA) e a vice-coordenadora do PPGCom/UFPA, Prof. Dra. Danila Cal (Equipe Associada II/UFPA/Brasil).

 

Além de Belém (PA), o Projeto de Pesquisa e Inovação em Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas, aprovado pela Chamada CNPq n. 22/2016, vem sendo igualmente aplicado em Belo Horizonte (MG). Seu objetivo é consolidar no decorrer de três anos a primeira experiência no Brasil de um programa de educação cidadã a partir do conceito de deliberação. Em Belém, a equipe do projeto é coordenada pelas professoras Danila Cal e Rosaly Brito, em parceria com as professoras Alda Costa e Suzana Magalhães, e os mestrandos Jusciane Rocha, Luana Laboissiere, Mayra Leal, Nathalia Fonseca, Paulo Sérgio Rodrigues, Nathália Kahwage, Gláucia Bandeira, dentre outros. Também passou a integrar a equipe de Belém a professora Janine Bargas, da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).

 

 

 

Sobre a parceria EME/UFMG e COMPOA/UFPA

A vice-coordenadora do PPGCom/UFPA, Danila Cal, explicou que a parceria da Universidade Federal do Pará com esse projeto de pesquisa e extensão se deu por meio do Grupo de Pesquisa em Mídia e Esfera Pública (EME/UFMG), da professora Rousiley Maia, e do Grupo de Pesquisa Comunicação, Política e Amazônia (COMPOA). Para Danila Cal, uma das principais qualidades dessa iniciativa é que ela trabalha com adolescentes do ensino médio de escolas públicas. “A ideia é que sejam discutidas possibilidades de constituição e aprimoramento de capacidades deliberativas entre esses adolescentes”, disse.

 

De acordo Danila, as capacidades deliberativas podem ser entendidas como possibilidades de construir argumentos, contra-argumentar, escutar o outro e considerá-lo em suas diferenças.“São vários elementos dos quais estamos sentindo falta nos tempos atuais, e que são importantes de serem retomados. O que está na base da democracia é a possibilidade de diálogo para a resolução dos problemas públicos”, enfatizou. Conforme a professora, o projeto tem o potencial de contribuir para que os adolescentes possam aprender e desenvolver possibilidades deliberativas ainda na escola e, assim, tornarem-se cidadãos mais participativos e engajados.

 

Entre os dias 18 e 22 de novembro deste ano, a professora da Faculdade de Comunicação da UFPA e mestranda do PPGCom, Suzana Magalhães, esteve em Belo Horizonte para acompanhar o desenvolvimento de um piloto do projeto junto a alunos de escolas públicas da Região Metropolitana de Belo Horizonte. “Foram aplicados jogos e dinâmicas de grupo em que os conceitos de deliberação e de criação de capacidades argumentativas foram colocados em prática”, contou, explicando que foram debatidos temas diversos como criminalização do funk, políticas de cotas e questões sobre a vacinação. Segundo Suzana, a aplicação do projeto na região Norte é relevante para a transformação social da realidade amazônica, principalmente nas questões relativas aos Direitos Humanos. “Através do debate, é possível transformar a sociedade e o contexto em que vivemos”, argumentou.

 

A PRÁTICA DELIBERATIVA

Por meio de recursos pedagógicos específicos, a prática deliberativa estimula a participação dos estudantes em processos de discussão pública, argumentação e reflexões sobre situações controversas com o objetivo de se obterem decisões aceitáveis para todas as partes interessadas na resolução de um conflito. A ideia de deliberação baseia-se, sobretudo, na obra do filósofo Jürgen Habermas e implica a busca de interações mais igualitárias por meio da escuta atenta e do respeito a diferentes opiniões na resolução de problemas controversos.

 

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