Avaliação Capes

 

 

No Brasil, os Programas de Pós-graduação são avaliados a cada quatro anos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação do Ministério da Educação (MEC) que tem por objetivo acompanhar a expansão e a consolidação da pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) no país.

 

Seu sistema de avaliação inclui notas que vão de 2 a 7. A partir da nota 4 o Programa pode oferecer, também, cursos de doutorado. O PPGCOM da UFPA recebeu a nota 3 em sua criação e passou pela primeira avaliação com apenas dois anos de funcionamento, preservando essa nota. O processo de avaliação inclui análises da estrutura acadêmica do Programa, da experiência dos corpos docente e discente, da produção intelectual e da inserção social das atividades desenvolvidas.

Cada área possui um documento que explicita seus critérios de avaliação (Documento de Área) e que norteia as estratégias de produção científica dos docentes e alunos. Nessa dinâmica, particularmente importante é a publicação dos resultados de pesquisa, sob a forma de artigos, em publicações qualificadas. Cada área possui, ainda, uma classificação dos periódicos, o Qualis, que pode ser acessado no site da Capes (http://qualis.capes.gov.br). Nessa classificação feita por área, os periódicos estão em cinco categorias: A1, A2, B1, B2, B3, B4 e B5, nessa ordem de impacto.

O Sistema Nacional de Pós-Graduação é dividido em nove grandes áreas: Ciências Agrárias; Ciências Biológicas; Ciências da Saúde; Ciências Exatas e da Terra; Ciências Humanas; Ciências Sociais Aplicadas; Engenharias; Linguística, Letras e Artes e Multidisciplinar. Até 2016, a grande área das Ciências Sociais Aplicadas era integrada pelas áreas da Administração e Turismo; Arquitetura e Design; Direito; Economia e Ciências Sociais Aplicadas I -  que, por sua vez, era formada por Comunicação; Ciência da Informação; Museologia e Arquivologia.

A partir da Portaria 234, de 15 de dezembro de 2016, a CAPES alterou a denominação das seguintes áreas de avaliação: Administração, Ciências Contábeis e Turismo passou a se chamar Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo; Arquitetura e Urbanismo ficou denominada de Arquitetura, Urbanismo e Design; e Ciências Sociais Aplicadas I agora se chama Comunicação e Informação, formada pelos cursos de Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia, além de Jornalismo e outros vinculados à Comunicação.

Atualmente, a subárea da Comunicação é integrada por 50 Programas, que oferecem 20 cursos de doutorado, 44 mestrados acadêmicos e um mestrado profissional.

A distribuição espacial desses cursos, no território brasileiro, é bastante desigual. O estado de São Paulo, por exemplo, possui 14 Programas – e toda a região Sudeste, com 24 Programas, concentra quase 50% da pós-graduação em Comunicação no país. Em contraste, a região Norte possui apenas 03 Programas: da UFPA, da Universidade Federal do Amazonas e da Universidade Federal do Tocantins – o equivalente a 6% do total de programas. A região Sul possui 8 Programas (17,7%), o Nordeste possui 7 Programas (15,5%) e o Centro Oeste possui 4 Programas (8,8%). Percebe-se, assim, que a tarefa do PPGCOM é grande e que sua inserção regional lhe exige esforços de cruzamento temático e espacial expressivos.

Um ponto interessante a se destacar refere-se ao crescimento do número de programas de pós-graduação no Brasil, principalmente no que diz respeito à área da Comunicação. No Documento de Área ano 2009, percebe-se o aumento no número de cursos de pós-graduação no país, porém, o que chama mais a atenção é o fato da Comunicação ter crescido mais do que as outras áreas. Assim, em comparação ao triênio anterior (2004-2006), a então área das Ciências Sociais Aplicadas I cresceu 54%, enquanto que o campo da Comunicação cresceu 58%, ou seja, mais do que toda a área junta. Esse número não leva em conta o nosso PPGCOM, criado em 2010, na 116ª reunião do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior da CAPES, sendo o 39º Programa da área.

Outro destaque do Documento são as regras de avaliação para a área, tanto no que se refere aos periódicos quanto aos critérios de qualificação dos cursos. Por periódicos a área entende “uma publicação seriada, arbitrada e dirigida prioritariamente à comunidade acadêmico-científica”, sendo classificados em dois níveis horizontais, “A” e “B”, além do nível “C”, o qual não pontua.

O nível “A” desmembra-se em “A-1” e “A-2”, qualificando os periódicos de maior qualidade na área, que superam todas as exigências estabelecidas para os demais níveis da classificação, respectivamente cada artigo em periódicos nesse estrato vale 100 e 80 pontos. O nível “B” compõe-se de cinco estratos, de “B-5” a “B-1”,  classificando os periódicos de acordo com o grau de cumprimento das exigências de qualidade estabelecidas. Já o nível “C” é composto por publicações em desacordo com o perfil de um periódico científico e, portanto, ao artigo publicado em periódicos classificado nesse nível não é atribuído nota (0).

Em relação aos cursos de pós-graduação, a área avalia-os de acordo com critérios exigidos, sendo que cada item tem um peso diferente. Assim, no processo de avaliação, o corpo docente representa 20% do total da avaliação, o corpo discente (teses e dissertações) pesa 30%, a produção intelectual docente pesa 40% e a inserção social, 10%. Dependendo do grau de avaliação em cada item, o curso de pós-graduação avança em seu conceito na CAPES, variando positivamente de 3 (conceito inicial obrigatório para todo curso de pós-graduação) até 7.

Na área da Comunicação, no Brasil, até a última avaliação da CAPES, três programas de pós-graduação em comunicação atingiram nota 6. São eles: Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ), Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS).

Documento de Área

 

Para ler o Documento de Área das Ciências Sociais Aplicadas I, acesse aqui.

2010 - present

2010 - present

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now